MARÇO
MÚSICA
24ª EDIÇÃO
FESTIVAL SONS DE VEZ
FEVEREIRO E MARÇO 2026; 22h00
À porta de comemorar quase 25 anos de história(s), o melhor da música nacional regressa a Arcos de Valdevez, naquele que é o mais antigo evento do seu género e um verdadeiro baluarte da Cultura e da identidade sonora do país contemporâneo. Serão oito datas e 14 projetos que não deixarão ninguém indiferente.
A abertura é com um regresso ao Sons, o de Tiago Bettencourt, esse “bardo-poeta” de emoções e palavras; a primeira parte contará com a viola tradicional de Rui Fernandes. Fevereiro recebe também o TugaBeat irreverente dos Retimbrar, antecedido do “folk/pós-fado/world music” de Homem em Catarse. O mês continua, agora no feminino e em duplo, com Milhanas, nome maior e profundamente criativo da nova geração de “cantautoras”, com arranque da soul-pop jovial de Daniela Galhoz. Fevereiro finaliza também no feminino; espaço para Cátia Oliveira a o seu “alter ego” A Garota não, que aporta uma poesia interventiva, social e política, e ainda um nome “histórico” americano, Amy Rigby, cantautora multifacetada e apaixonada por Portugal.
Em Março sobem ao palco seis projetos. Arranque com o “gigante urbano” Carlão e a sua sonoridade atenta, combativa e multicultural, agora com novo trabalho de originais. A segunda data é, infelizmente, de despedida, com a última digressão dos poderosos PAUS; antes, o rock alternativo brasileiro, agora underground português, de Monchmonch. A data seguinte traz consigo o novo trabalho dos “formosos” Best Youth, de Catarina Salinas e Ed Rocha Gonçalves, também em regresso, muito desejado, ao Sons; primeira parte com a dupla italiana/portuguesa Ardours e o seu new wave dos 80, fundido com metal alternativo/gótico, agora com novo trabalho. Março finaliza, e o Festival também, com um projeto verdadeiramente histórico da pop/rock portuguesa: os Delfins regressam à Casa das Artes e trazem o seu “outro lado” de emoções e sonoridades.
Como nas edições anteriores, estarão patentes no Foyer da Casa das Artes as fotos mais expressivas e emotivas dos concertos do Sons de Vez 2025.
28 de março
sábado às 22h00
Auditório da Casa das Artes
DELFINS == ESGOTADO ==
Venda/reserva de bilhetes a partir de 23 de março (presencial ou via telefone). Preço único: 12 euros. Disponíveis 25% da sala na ticketline a partir das 09h30 do dia 24 de março.
Em 1988 os Delfins editavam “U Outro Lado Existe”, num manifesto pop que além de incluir alguns dos futuros clássicos do grupo, como “1 Lugar ao Sol”, “Aquele Inverno” e “Bandeira”, chamava a atenção para o lado B da vida, que às vezes diz mais dos artistas do que o popular lado A, encerrando preciosidades que marcam a diferença. E se na altura os Delfins chamavam a atenção para a existência e manutenção de um caminho pop-rock alternativo ao da música ligeira, hoje em dia poucas coisas poderiam ser mais evidentes.
Depois da grande celebração pública dos 40 anos de canções, os Delfins, tais monges do seu destino, recolhem à intimidade dos teatros e auditórios para uma digressão singular, onde muitos dos temas que normalmente ficam de fora das playlists ganham uma nova vida.
“U Outro Lado” é por isso um espaço único de reencontros e proximidade por excelência, onde o público ficará imersivo nas memórias futuristas da grande dinâmica que sempre assolou o percurso da banda. Este é também um regresso da banda ao palco da Casa das Artes, onde estarão pela terceira vez.

CINEMA
27 e 29
sexta e domingo às 22h00
O MAGO DO KREMLIN
Thriller
Realização: Olivier Assayas
Com Paul Dano, Jude Law, Alicia Vikander, Tom Sturridge, Jeffrey Wright, Zach Galifianakis, Andris Keišs, Anton Lytvynov.
29
domingo às 15h00 e às 17h00
SALTITÕES
Animação, comédia
EM PORTUGUÊS - ENTRADA GRATUITA para crianças até ao 12 anos (inclusive)
Realização: Daniel Chong
Com Vozes de Piper Curda, Bobby Moynihan, Jon Hamm, Meryl Streep, Melissa Villaseñor,
ABRIL
MÚSICA
4 de abril
Sábado às 18h00
Centro Interpretativo do Barroco
PETITE MESSE SOLENNELLE, DE ROSSINI
Pelo CORO ENSEMBLE / SOLISTAS DA ÓPERA DE BOLSO
Direção de António Sérgio Ferreira
Bilhetes disponíveis 45 minutos antes do espectáculo. Entrada gratuita
Obra sacra que está a par do Stabat Mater do mesmo compositor. O nome “pequena” aparece pelos meios que na cabeça do compositor seriam necessários para a apresentação da obra: “12 cantores, incluindo os solistas; dois pianos e um harmónio”, ou acordeão, mas era demasiado popular para uma obra sacra tão grandiosa.
É umas das obras ilustres da história da Música, raramente ouvida devido ao seu brilhantismo, virtuosismo e grandeza.
O concerto integra a programação da Semana Santa 2026.
TEATRO
11 de abril
Sábado às 22h00
Auditório da Casa das Artes
INÊS DE CASTRO, ATÉ AO FIM DO MUNDO, pelo Grupo Dragão7 (Brasil)
Venda / reserva de bilhetes a partir de 7 de abril. Preço único: €3,00
O espetáculo “Inês de Castro, até o fim do mundo…” revisita a trágica e lendária história de amor entre Dom Pedro I e Inês de Castro, no Portugal do século XIV. Inspirada no livro “Mensagens de Inês de Castro”, de Chico Xavier e Caio Ramacciotti, a peça mergulha nas cartas de Inês – coroada rainha após a morte – para recontar um dos romances mais intensos da história lusitana.
Entre intrigas políticas e alianças entre reinos, o amor proibido entre Pedro e Inês desafia a Corte Portuguesa, culminando no assassinato brutal de Inês em 1355. A dor transforma Pedro: já rei, ele cumpre a promessa feita à amada, coroando-a rainha e garantindo que ambos repousassem juntos para sempre no Mosteiro de Alcobaça.
É um épico português de amor e tragédia, que atravessa os séculos para falar de poder, paixão e memória – um amor que não morre, mesmo diante da morte.
TEATRO
18 de abril
Sábado às 22h00
Auditório da Casa das Artes
JANTAR DE IDIOTAS
Venda / reserva de bilhetes a partir de 13 de abril. Preço único: €6,00
“Jantar de Idiotas” é uma comédia de costumes escrita pelo dramaturgo norte-americano Francis Veber e encenada por Paulo Sousa Costa, com interpretações, entre outros, de Ângelo Rodrigues e João Didelet.
É uma comédia cuja ação gira em torno de um grupo de amigos que se reúne semanalmente para um jantar e em que cada um leva como convidado uma pessoa excêntrica, e onde as peripécias se sucedem a um ritmo de fazer chorar a rir!
MÚSICA
24 de abril
Sexta às 22h00
Auditório da Casa das Artes
IOLANDA
Bilhetes disponíveis 45 minutos antes do espectáculo. Entrada gratuita
É uma das vozes mais raras e magnéticas da nova música portuguesa. Com um timbre inconfundível e uma força interpretativa que atravessa qualquer silêncio, afirma-se como uma das artistas mais empolgantes da sua geração. A sua pop é ousada, delicada e pulsante, marcada por uma identidade estética própria e por uma escrita profundamente emocional.
Encontra-se na reta final da preparação do seu álbum de estreia, “Quebranto”, já antecipado pelo single “Olha P’ra Ela”, que assinala uma nova fase artística, mais consciente, confiante e autoral. Com uma presença arrebatadora, uma escrita que emociona e uma sonoridade que não replica fórmulas, IOLANDA segue um caminho marcado por personalidade, autenticidade e uma força impossível de ignorar.
O concerto integra a programação das comemorações do 25 de Abril 2026.
MAIO
EXPOSIÇÃO
9 de maio
Sábado às 17h00
Foyer do Auditório da Casa das Artes
"OS BATISMOS DA MEIA-NOITE", de Joan Alvado (Espanha)
O coração montanhoso de Arcos de Valdevez é um território místico, onde o isolamento do ambiente natural moldou as crenças dos seus habitantes durante séculos. Aqui, a distância para o além é estreita, e as práticas espirituais são mantidas vivas entre a população que muitos acreditam sobreviver apenas na memória dos livros. Atualmente, a população mundial está concentrada em ambientes urbanos superlotados, onde a amálgama de origens leva frequentemente à homogeneização cultural, à perda de valores e crenças nativas. A sociedade moderna, agora iluminada, exige explicações racionais, uma descrença no mito…
Este trabalho surge na sequência de residência artística realizada pelo fotógrafo no âmbito do projeto municipal “Santa Cruz”.
TEATRO
16 de maio
Sábado às 22h00
Auditório da Casa das Artes
SE ACREDITARES MUITO..., com Diogo Martins e Sara Barradas
Venda / reserva de bilhetes a partir de 11 de maio. Preço único: €5,00
Alex e Rupert são um casal improvável, mas a quem um encontro no metro fez despertar uma chama. Meses mais tarde já estão a discutir nomes de bebés, cores para o quarto da criança e formas de poupar dinheiro. Os sinais expectáveis de uma jovem família. Mas quando Alex entra em trabalho de parto, o impensável acontece e o mundo dos dois implode. O que se segue é a luta de um casal para seguir em frente, para se manter unido e preservar a memória do filho. A narrativa de Cordelia O´Neill, pontuada por momentos de humor, leva-nos a mergulhar nas profundezas das emoções humanas e na extraordinária capacidade de acreditarmos no impossível, revelando-se uma experiência pungente e inspiradora.
MÚSICA
23 de maio
Sábado às 22h00
Auditório da Casa das Artes
PATRICK SWEANY (EUA)
Venda / reserva de bilhetes a partir de 18 de maio. Preço único: €5,00
O cantor, compositor e guitarrista Patrick Sweany, mais conhecido pelas suas colaborações com Dan Auerbach dos Black Keys, apresenta-se no seu modo one man show no palco da Casa das Artes arcuense.
O músico de Nashville percorre temas e sons da sua carreira, mas não faltará com certeza “My Time Ain’t Long”, o primeiro single em antecipação do novo álbum “Baby It’s Late”, o sucessor de “Ancient Noise”, de 2018, a ser lançado a 1 de agosto.
O corpo de trabalho de Patrick Sweany cobre um vasto território, do country alternativo americano aos blues de influência rock, passando pelo funk de “Trouble With Love”. Tudo se entrelaça no registo denso e envolvente de Sweany e nos seus riffs de guitarra.
MÚSICA
30 de maio
Sábado às 22h00
Auditório da Casa das Artes
SAMUEL ÚRIA
Venda / reserva de bilhetes a partir de 25 de maio. Preço único: €8,00
“2000 A.D” é o enigmático título do espetáculo de Samuel Úria e que tem no seu último disco a sua principal fonte artística.
Estimulado pela realidade atual e pela frustração sentida com os sinais de regressão civilizacional que a mesma teima em apresentar, Samuel Úria construiu em torno do imaginário do “ano 2000” e das esperanças românticas que a chegada do novo século gerou à época, uma abordagem poética e musical que se traduz em nove temas memoráveis, registos da invulgaridade criativa de Samuel.
Em palco, como lhe é reconhecido, as suas canções ganham nova dimensão: se os temas mais recentes têm na coesão que os liga um dos seus pontos fortes, a sua mistura com as
composições com que nos tem inquietado ao longo da sua carreira comprovam estarmos perante o mais interessante cantautor do século XXI.