sábado às 22h00
Auditório da Casa das Artes
CARLÃO
Venda/reserva de bilhetes a partir de 2 de março. Preço único: 12 euros
Carlão, também conhecido como Carlos Nobre Neves, ou Pacman, foi um dos fundadores dos Da Weasel, grupo pioneiro da música urbana nacional, e manteve sempre uma presença ativa na escrita e na comunicação social. Após o fim da banda, explorou novos caminhos musicais com projetos como “Os Dias de Raiva” e “Algodão”, regressando depois em nome próprio com discos como “5-30” e “Quarenta 2”, que o recolocaram no centro da música portuguesa. Carlão consolidou-se como um dos artistas mais versáteis do país, com sucessos como “Assobia Para o Lado” e colaborações com nomes de várias áreas musicais. Regressou aos grandes palcos com Da Weasel, venceu prémios, lançou temas que cruzam hip-hop, eletrónica e influências africanas, atuou internacionalmente e foi distinguido com a Medalha de Ouro de Mérito Cultural de Almada. Em 2025 apresentou um single duplo que antecipa um novo álbum, previsto para 2026, preparando uma nova digressão que celebra cinco décadas de vida e criação artística, sempre marcada pela mistura de géneros, pela palavra interventiva e por uma energia contagiante. É tambem um regresso de Carlão ao Sons e à Casa das Artes arcuense.

14 de março
sábado às 22h00
Auditório da Casa das Artes
PAUS + MONCHMONCH
Venda/reserva de bilhetes a partir de 9 de março. Preço único: 10 euros
Os PAUS nasceram a 29 de novembro de 2008 e anunciam o seu fim a 5 de dezembro de 2026. Entre essas duas datas, Makoto Yagyu, Hélio Morais, Fábio Jevelim e Quim Albergaria construíram uma trajetória singular na música portuguesa, explorando os limites entre o rock, a experimentação sónica e os ritmos que refletem um Portugal em constante mutação. O quarteto, conhecido pela icónica bateria siamesa, prepara agora o seu último capítulo com o disco “Enterro”, acompanhado de uma derradeira digressão nacional e internacional, descrita como uma marcha fúnebre. Com seis álbuns e quatro EPs editados, os PAUS deixaram uma marca profunda através de centenas de concertos pela Europa, América do Norte e do Sul. A 14 de março, no festival Sons de Vez em Arcos de Valdevez, onde regressam pela terceira vez, a banda apresentará uma das suas últimas atuações, encerrando uma carreira marcada pela ousadia sonora e pela recusa em seguir rótulos.
MONCHMONCH é um artista de música experimental, cujo nome evoca mordidas e voracidade, refletindo a energia crua e antropofágica de suas performances. Desde 2015 tornou-se uma figura singular no rock alternativo brasileiro e, mais recentemente, no panorama underground português, destacando-se pelos concertos explosivos, marcados por humor irreverente e forte posicionamento “anticapitalista”.
21 de março
sábado às 22h00
Auditório da Casa das Artes
BEST YOUTH + ARDOURS
Venda/reserva de bilhetes a partir de 16 de março. Preço único: 10 euros
“Everywhen” é o título do mais recente trabalho dos Best Youth. Um disco e espetáculo que marcam o regresso do grupo às novidades e em que Catarina Salinas e Ed Rocha Gonçalves exploram, como nunca antes, o seu imaginário, desta feita a partir do conceito de “tempo”. A dupla concebeu, a partir das onze canções que constituem “Everywhen”, um espetáculo que pretende integrar o público numa experiência musical e visual que apela à suspensão do tempo, abrindo a possibilidade de ter uma perspetiva do passado e do futuro, simultaneamente, como se fosse um espelho. Aliás, a canção que dá título ao novo registo é o gatilho desse propósito, um tema em que o reverse mode se confunde com a marcha dos ponteiros do relógio e o que já foi se mistura com o que há de vir, fazendo desse novo presente dinâmico algo de libertador e desafiador.
Os Ardours são um projeto profundamente pessoal para Mariangela Demurtas e Kris Laurent, ambos italianos e a viver em Portugal, e que nasce da amizade, da liberdade artística e do desejo de unir sensibilidades “góticas” ao rock e à new wave dos anos 80. Desde a sua formação em 2015, têm criado música emocionalmente intensa ao longo de dois álbuns e um EP, estabelecendo um lugar singular no panorama do metal alternativo/gótico. Apresentam no Sons de Vez, em estreia absoluta, o seu novo trabalho.
28 de março
sábado às 22h00
Auditório da Casa das Artes
DELFINS
Venda/reserva de bilhetes a partir de 23 de março. Preço único: 12 euros
Em 1988 os Delfins editavam “U Outro Lado Existe”, num manifesto pop que além de incluir alguns dos futuros clássicos do grupo, como “1 Lugar ao Sol”, “Aquele Inverno” e “Bandeira”, chamava a atenção para o lado B da vida, que às vezes diz mais dos artistas do que o popular lado A, encerrando preciosidades que marcam a diferença. E se na altura os Delfins chamavam a atenção para a existência e manutenção de um caminho pop-rock alternativo ao da música ligeira, hoje em dia poucas coisas poderiam ser mais evidentes.
Depois da grande celebração pública dos 40 anos de canções, os Delfins, tais monges do seu destino, recolhem à intimidade dos teatros e auditórios para uma digressão singular, onde muitos dos temas que normalmente ficam de fora das playlists ganham uma nova vida.
“U Outro Lado” é por isso um espaço único de reencontros e proximidade por excelência, onde o público ficará imersivo nas memórias futuristas da grande dinâmica que sempre assolou o percurso da banda. Este é tambem um regresso da banda ao palco da Casa das Artes, onde estarão pela terceira vez.