ACTIVIDADES MAIO 2008
MÚSICA/ Canto lírico
Auditório da Casa das Artes
3 de Maio (sábado), 22h00; €5,00
RECITAL CANTADO: GIOVANNI D’AMORE E STEFANO NANNI (ITÁLIA)
Este espectáculo resume o melhor do repertório italiano, napolitano e internacional, onde GIOVANNI D’AMORE, acompanhado com arranjos originais do maestro e compositor STEFANO NANNI, interpreta, de uma forma muitíssimo especial, os temas que já ficaram na cabeça e coração do público em geral, rememorando os grandes sucessos de Caruso, Gigli, Di Stefano, Del Mônaco, não descorando a memória e o tributo ao saudoso Luciano Pavarotti, numa apresentação das mais belas canções napolitanas.

MÚSICA/ Pop&Rock
Auditório da Casa das Artes
16 de Maio (sexta), a partir das 22h30; €5,00
MILLION DOLLAR LIPS + NÓ CEGO
O ano de 2007 foi o ano de lançamento do projecto dos Million Dollar Lips com sonoridades Dark-Rock e Electro-Pop que contou, na gravação do seu álbum de estreia, com a produção de Marc Réquile (ex. Evil Superstars e Vive la Fête). O ano que findou serviu também para ultimar os pormenores para o lançamento do projecto e, assim, o início de 2008 traz actuações repletas de energia, sensualidade e fortemente aclamadas em clubes conceituados, como o Santiago Alquimista em Lisboa e Plano B no Porto.
Os Nó Cego nasceram no verão de 1992. A formação de auto-didactas alargou-se a seis elementos até 1996, altura em que o instinto rock se tornou em “heavy metal clássico-melódico”. Ao longo da sua carreira, contam com mais de duas centenas de concertos ao lado de nomes como Xutos & Pontapés, Tarântula, Oratory, Phill Mendrix, entre outros. Em 2001 foram convidados a participar no álbum de tributo aos 20 anos de carreira dos Tarântula. O seu repertório, essencialmente de temas originais, funde-se por vezes com covers de clássicos essencialmente dos anos 70, como “Smoke On The Water” e “Child In Time” dos Deep Purple.

MÚSICA/ Pop&Rock
Auditório da Casa das Artes
17 de Maio (sábado), a partir da 22h30; €7,00
LOTO + HIPNÓTICA
Dois projectos que pisaram anteriormente (e com grande sucesso) o palco da Casa das Artes arcuense, voltam em 2008 com um novo fôlego produtivo, dando corpo à tour conjunta “Two for the road”.
Integra a sétima edição do evento "Artes Electrónicas".
Dos Hipnótica, há que dizer que são possuidores de uma das sonoridades mais singulares do panorama nacional – um jazz-rock-electro-trip-hop tão desconcertante quanto marcante. O ultimo álbum 'new communities for better days' (produzido por Wolfgang Shloegl dos Sofa Surfers) esteve entre os melhores álbuns de 2007 em grande parte das listas de media, elevando a Banda de Lisboa a um estatuto quase intocável.
Dos Loto, é sabido que são uma das Bandas impulsionadoras do movimento ‘MadBaça’, onde se fundem pop e electrónica, criando uma mescla única que ao vivo adquire uma intensidade cativante, transformando qualquer concerto numa celebração. O seu último álbum 'Beat Riot' contou com ilustres convidados, sendo incontornável a presença de Peter Hook dos lendários New Order e de Del Marquis dos Scissor Sisters.


Foyer/Bar da Casa das Artes
17 de Maio (sábado), a partir das 23h59.
ARTES ELECTRÓNICAS
Performances de música electrónica, que traduzem as novas tendências de dança, apoiadas numa original vertente multimédia e cenográfica, contando com grupos e projectos atentos aos desafios e possibilidades desta vertente produtiva. Cada evento conta com convidados específicos, relacionados com as temáticas definidas para cada session.
Esta edição integra os concertos em auditório dos projectos "HIPNÓTICA" e "LOTO".
MÚSICA/ Fado
Auditório da Casa das Artes
30 de Maio (sexta), 22h00; €8,00
HELDER MOUTINHO
Concerto integrado no “2º Ciclo Novos Fados”
Helder Moutinho nasce em Oeiras e é provavelmente desta intimidade diária com o mar que emerge talvez a mais marcante característica da carreira deste fadista: uma capacidade multifacetada de entender e vivenciar a sua música, cantando, compondo, gerindo, produzindo, enfim, revelando definitivamente um horizonte alargado, de margens bem firmes e claras e caudal seguro e rico. Da sua família, de tradição manifestamente fadista, e onde se integra o irmão Camané, ganha não apenas o gosto natural pelo fado, mas, acima de tudo, a sede de tomar parte nesse universo tão apaixonante.
Apesar das muitas apresentações nas mais variadas salas de espectáculos europeias, a sua internacionalização é um fenómeno que nem o próprio entende bem. Certo é que a atitude descomprometida do início dá lugar a um envolvimento mais profundo e concreto, partindo assim para uma carreira sólida e comprometida com o seu modo de vida. “Luz de Lisboa”, o seu segundo disco, era aguardado com expectativa, sabendo-se que desta vez assinava a maior parte das composições, assim como a própria produção; recebeu o prémio de Melhor Disco do Ano (prémios Amália Rodrigues), vários convites para espectáculos em algumas das salas mais importantes do globo, e algumas das melhores críticas da especialidade.

Auditório da Casa das Artes
31 de Maio (sábado), 22h00; €8,00
RAQUEL TAVARES
Concerto integrado no “2º Ciclo Novos Fados”
Se fado quer dizer destino, então que se fale de Raquel Tavares. Sente-se na voz, na atitude, na expressão e, acima de tudo, na coragem que tem em assumir-se como “uma Fadista”. Tudo isto não pode ser por acaso, nem pelo facto de se falar de uma artista com um enorme talento para representar.
Na sua atitude apercebe-se a vivência e fantástica absorção desta arte de quem nasce e cresce no meio. Na essência do seu canto, nota-se a postura, a regra e a influência, com a maior das naturalidades, de um naipe de outros grandes construtores desta forma de estar e viver a que chamamos “Fado”.
A intuição musical, o peso e o ritmo das palavras, a contenção e a genuinidade na interpretação, sentem-se em temas como “Quando Acordas” – É verdade não saber o porquê da primavera na frescura de uma flor – ou a influência de outros grandes intérpretes, como em “Olhos Garotos”, homenageando dois dos mais importantes compositores de sempre na história do Fado, Jaime Santos e João Linhares Barbosa. Assina com a Movieplay Portugal (Editora) e com a HM Música (Management), grava o seu primeiro disco e cria o seu espectáculo, sempre ao redor de uma personagem que se baseia na sua própria identidade artística.

TEATRO
Casa das Artes (258 520 280)
9 e 10 de Maio (sexta e sábado), 22h00; €5,00 por espectáculo.
2º CICLO DE TEATRO BRASILEIRO DE ARCOS DE VALDEVEZ
Integra os projectos “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente (GRUPO DRAGÃO 7) e “A DESCOBERTA DAS AMéRICAS", de DARIO FO (Companhia de Teatro Leões de Circo)
Este 2º Ciclo de Teatro Brasileiro assume uma dinâmica de trabalho que visa expor em palco as opções cénicas dominantes nas novas produções brasileiras de teatro, sendo, abertamente, uma porta privilegiada de acesso ao universo criativo de um dos países mais dinâmicos e activos no desenvolvimento de uma cultura multifacetada, futurista e de integração inteligente do passado e das suas raízes históricas.
- 9 de Maio, 22h00
Companhia de teatro GRUPO DRAGÃO 7
“Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente
O Auto da Barca do Inferno é um clássico que está entre as primeiras peças do nosso idioma “comum”. Escrita totalmente em verso , foi encenada pela primeira vez em 1517 na corte lisboeta, para deleite de Sua Real Majestade D. Maria I que estava então “ enferma do mal que veio a falecer”, e é considerada a obra prima de Gil Vicente, um dos mais importantes autores portugueses do renascimento.
O teatro vicentino é quase um teatro de rua, de feira; os personagens que desfilam pelo cais parecem que o fazem numa moderna avenida principal do actual carnaval brasileiro, e apesar de terem sido criados há mais de 504 anos, permanecem actuais, o que estimulou o Grupo a desenvolver esta proposta de encenação, usando o texto absolutamente fiel ao original, pontualmente enxertado com referencias e citações actuais. Assim, esta “concepção carnavalesca” da Barca do Inferno fica situada em qualquer espaço-tempo que a imaginação de cada um defina.
Serve de igual modo para lembrar a todos nós pecadores que somos candidatos a uma vaga neste “batel infernal”, mas sem esquecer que se trata de uma comédia, e Komédia em grego, significa festa!
- 10 de Maio, 22h00
Companhia de Teatro Leões de Circo- Pequenos Empreendimentos
“A DESCOBERTA DAS AMéRICAS", do original de DARIO FO "Johan Padan a la descoverta de le Americhe”
É a outra história da descoberta das Américas, inspirada em factos reais que ocorreram na Flórida e foram contados pelo cronista Cabeça de Vaca. Mas a história poderia perfeitamente relativa ao território brasileiro, que viveu momentos históricos de igual carga dramática. Acontece que um Zé ninguém chamado Johan, rústico, malandro e fanfarrão, sempre em fuga da fogueira da Inquisição, embarca em Sevilha numa das Caravelas de Cristóvão Colombo. No Novo Mundo, o nosso herói sobrevive a um naufrágio; testemunha a matança; aprende a língua dos nativos; é preso, escravizado e quase engolido pelos índios antropófagos. Safa-se fazendo “milagres” com alguma técnica e uma boa dose de sorte. Venerado como Filho da Lua, ele treina, catequiza e guia os índios num exército de libertação que acaba caçando os espanhóis invasores.
Um ator só em cena, sem aparato (cenário, figurino, iluminação e até texto são reduzidos ao mínimo), actua num estado essencial, de emergência. O protagonista da Descoberta, acossado por uma cruel economia da fome que o faz engenhoso, quer sobreviver justamente para narrar a sua história.


